20/08/2025

Chapa branca

V Conferência Estadual das Mulheres

RESOLUÇÃO Nº 09, DE 18 DE JUNHO DE 2025

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07/08/2025 - Pela realização PRESENCIAL da V Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres de SP

O Governo do Estado quer fazer a V Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres só pela internet.

Isso exclui aquelas que não têm acesso ou estrutura para participar de forma remota do evento, previsto para os dias 21 e 22 de agosto.

Por isso, a Associação de Mulheres Progressistas protocolou uma representação no Ministério Público a fim de garantir a participação de todas.

ASSINE a carta aberta exigindo uma conferência presencial e com estrutura de verdade!

Nós, Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher da Baixada Santista, delegadas eleitas nas conferências municipais e cidadãs comprometidas com a luta feminista, manifestamos repúdio à decisão do Governo do Estado de São Paulo que, por meio da Resolução SPM nº 010/2025, publicada em 16 de julho de 2025, determinou que a V Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres será realizada exclusivamente de forma remota, por meio da plataforma Microsoft Teams.

A etapa estadual está prevista para os dias 21 e 22 de agosto de 2025, e deveria ser um espaço de escuta, troca e fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres paulistas. No entanto, ao restringir esse processo ao ambiente virtual, o Governo do Estado viola o direito à participação social qualificada e exclui milhares de mulheres que não têm acesso pleno à internet ou a equipamentos adequados — especialmente as mulheres negras, periféricas, com deficiência e das regiões mais vulnerabilizadas do estado.

Reforçamos os argumentos apresentados na representação ao Ministério Público de São Paulo, protocolada pela Associação de Mulheres Progressistas – AMP, que pede a anulação da decisão por ferir:

✅ O direito constitucional à participação democrática;
✅ O princípio da representatividade e da equidade;
✅ A legitimidade do processo conferencial enquanto instrumento de construção coletiva de políticas públicas.

Por isso, exigimos:

A revogação imediata da Resolução SPM nº 010/2025;

A realização da V Conferência Estadual de forma presencial, com a infraestrutura necessária para garantir o acesso de todas as delegadas eleitas;

A reabertura do diálogo com os Conselhos Municipais, movimentos feministas e organizações de mulheres sobre a organização do evento.

Convidamos todas as mulheres, movimentos, conselhos, coletivos, mandatos parlamentares e cidadãs e cidadãos solidários a assinarem esta carta pública. Juntas, vamos garantir que as mulheres de São Paulo sejam ouvidas com a dignidade e o respeito que merecem!

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MOÇÃO DE REPÚDIO À REALIZAÇÃO REMOTA DA V CONFERÊNCIA ESTADUAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES DO ESTADO DE SÃO PAULO

Representação ao Ministério Público

Representação AMP - Reforço

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Denúncia com a Camara Municipal de Guarujá

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Nota Pública - V Conferência do Estado de São Paulo - CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA MULHER - CNDM

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Por que V Conferência Estadual das Mulheres não foi legítima Escrito em SP

https://revistaforum.com.br/sp/santos-regiao/2025/9/1/por-que-conferncia-estadual-das-mulheres-no-foi-legitima-por-paula-ravanelli-186697.html

Silêncio imposto pelo fechamento de microfones demonstra falta de compromisso do governo estadual com escuta, pluralidade e construção coletiva

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A procuradora Paula Ravanelli.
Reprodução de Vídeo/Cubatão Notícias

A participação democrática e representativa das mulheres paulistas foi duramente golpeada na realização da V Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres do Estado de São Paulo.

 Realizada exclusivamente em formato remoto, nos dias 21 e 22 de agosto de 2025, a conferência fracassou em garantir os direitos básicos de voz, voto e visibilidade às delegadas regularmente eleitas nos municípios.

O que deveria ser uma instância plural, transparente e acessível de construção coletiva transformou-se, lamentavelmente, em um cenário de confusão, instabilidade técnica e autoritarismo.

Desde a publicação da Resolução SPM nº 010/2025, que determinou a realização virtual da conferência por meio da plataforma virtual, entidades, conselhos e lideranças feministas alertaram para os riscos de se inviabilizar a participação real das mulheres, sobretudo daquelas que vivem fora da capital ou em regiões com baixa conectividade.

Tais alertas foram solenemente ignorados pela Comissão Organizadora e pela Secretaria Estadual de Políticas para a Mulher, mesmo após as tentativas de diálogo e articulação feitas pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM).

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